ORGANIZAÇÃO DE JOGO - BENFICA B



A equipa do Benfica B estrutura-se em 1-4-3-3 ou em 1-4-4-2


ESTRUTURAS DEFENSIVAS EM 1-4-3-3 e em 1-4-4-2




Equipa que se organiza num bloco médio/alto. A sua grande vocação ofensiva deixa-os muitas vezes expostos aos contra ataques adversários e em desvantagem numérica. Devido à grande mobilidade ofensiva quando perdem a bola há muitos jogadores fora das suas posições. Não são uma equipa particularmente agressiva. Quando tem o jogo e o resultado controlado dão iniciativa de jogo.



Utilizam um método defensivo misto. Estão claramente definidas as zonas defensivas de todos os jogadores, no entanto as referencias dentro dessas zonas são individuais.




Como as referências são predominantemente individuais existe sempre muito espaço para jogar entre linhas e entre jogadores da mesma linha. Não são normalmente uma equipa muito compacta já que procuram pressionar alto com os seus avançados, no entanto a linha média e defensiva não conseguem encurtar os espaços. Tem alguma dificuldade em defender a profundidade principalmente nas costas dos dois laterais. 




FASE OFENSIVA


Em posse de bola a equipa estrutura-se em 1-4-1-4-1 ou 1-3-4-3. Equipa muito ofensiva, sempre com pensamento no jogo atacante. Optam por uma construção do jogo ofensivo mais posicional. Maior duração das ações de ataque, predominância do jogo colectivo, segurança na resolução das situações de jogo, ocupação do espaço interior com muitos jogadores. As situações de jogo mais explosivo são realizadas pelos laterais, Nélsinho Semedo (nº93), Pedro Rebocho (nº60) e Dolly Menga (nº96), ou pelos extremos, Helder Costa (nº67), Victor Andrade (nº31) e Nuno Santos (nº89). 


A construção curta tem o primeiro passe para os centrais. Sem pressão o 1º passe normalmente é para o pivot defensivo, Lindelof ou para o Ruben Pinto que recua no terreno juntando-se muitas vezes lado a lado com o pivot defensivo. Outro padrão que acontece é o passe para o Extremo esquerdo (Nuno Santos) que recua muito no terreno para receber a bola. Esta fase é realizada com uma velocidade de circulação de bola reduzida e com máxima segurança, com a exceção do Ruben Pinto que arrisca conduzir a bola e por vezes procura a finta como forma de desequilibrar a defesa adversária. Sobre pressão, ou com linhas de passe cortadas, o passe dos centrais é para o GR ou para as laterais (zona ideal para pressionar já que os laterais arriscam no drible e no passe para o centro do jogo). O GR (Bruno Varela) tem dificuldades em fazer circular a bola sobre pressão. A construção longa desde o GR não é uma ameaça, já que a equipa não é muito agressiva nem na 1ª nem na 2ª bola.  Pode-se condicionar todos os padrões da 1ª fase de construção obrigando o GR a jogar longo, ou pressionando a bola nos laterais.




Da 2ª para a 3ª fase existe um padrão de jogo muito claro. Normalmente o seu desenvolvimento passa por uma abordagem entre o jogo interior (muito forte) com o jogo exterior (laterais muito ofensivos). Muita posse e circulação de bola com a intenção de conseguir desorganizar a defesa adversária, procurando os espaços livres dentro do bloco defensivo adversário. A ligação entre o jogo interior e exterior passa normalmente pelo Ruben Pinto que aborda o jogo com muita clareza, optando pelo jogo curto, condução de bola ou passe longo (menos ligações), para os extremos, para os laterais, ou para o interior do bloco fazendo ligações com os extremos ou avançados que aproveitam os espaços entre linhas adversárias. A circulação de bola é elevada mas com muito pouco risco.




Os laterais gostam de receber a bola em largura e profundidade para depois correr com ela, também realizam diagonais interiores com e sem bola. Aproveitam os movimentos interiores dos extremos para penetrar na defesa adversária. Nuno Santos (extremo) gosta de receber dentro para depois combinar com os outros avançados ou com o lateral do seu lado realizando um movimento de dentro para fora nas costas do lateral adversário. Hélder Costa (extremo) é mais vertical aproveitando a sua velocidade e capacidade física para desequilibrar, no entanto também joga muitas vezes em espaços interiores. O 3º médio (1-4-3-3, João Teixeira ou João Amorim) joga entre linhas adversárias, recebe a bola de costas, realiza combinações com avançados e laterais e penetra em diagonais nas costas dos laterais adversários. Nas situações de cruzamento aparece na área para procurar finalizar.










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