OS 30 MINUTOS DO "NOSSO" DESCONTENTAMENTO


Portugal começa o jogo contra a Polónia com uma organização estrutura de 1-4-3-3. 
Durante os primeiro 30 minutos a equipa Portuguesa “perdeu-se” na duvida das marcações individuais. Fernando Santos não se coibiu de dizer em conferencia de imprensa que os jogadores do meio campo tinham missões específicas de marcação individual. Foi a lei do 1x1, ou seja, cada adversário era marcado por um determinado jogador Português. Esta forma de defender fundamenta-se na igualdade numérica ou mesma na inferioridade numérica, no caso de um defensor ser ultrapassado pelo seu marcador directo. É a responsabilidade individual ao mais alto nível. Neste contexto a capacidade física é fundamental. Portugal melhorou quando no seu onze inicial colocou jogadores mais agressivos (Adrian e Renato), com mais capacidade de pressionar o adversário, fundamentalmente com uma capacidade de aumentar o ritmo de jogo sem bola.
Nesta fase inicial do jogo (30 minutos), a pressão em bloco alto foi exercida por Adrian e Renato, no corredor central, sempre perto de Ronaldo e numa linha adiantada em relação aos 2 extremos. William, com este posicionamento demasiado afastado dos seus 2 companheiro de meio campo, viu-se por várias vezes sozinho na tarefa de tapar os espaços na zona central, o que originou oportunidades de golo para a seleção Polaca.
Quando se joga a este nível os espaços e a sua gestão são muito importantes para se conseguir dominar e controlar o jogo. Dito isto, consideramos que o espaço central é o mais difícil de defender, logo a sua ocupação equilibrada, agressiva e de forma zonal devia ser verificada. Felizmente nos momentos em que a Polónia se aproveitou desta nossa característica (defender o espaço central de forma não compacta) apenas conseguiu materializar em golo uma dessas situações.
As trocas posicionais foram uma constante dentro do jogo Português. Podem e devem acontecer desde que se assegurem as devidas compensações que possam manter a equipa sempre equilibrada. Infelizmente nas trocas posicionais o equilíbrio da equipa desaparecia e dava oportunidade para a transição Polaca. Esta imagem de um Portugal desorganizado e sem uma ideia colectiva de jogo, foi sem dúvida a característica mais marcante dos primeiros 30 minutos. 
Fernando Santos teve a capacidade para alterar a estrutura de jogo, passando Renato para um dos corredores, fazendo duas linhas de 4, com Nani e Ronaldo na frente de ataque. Os problemas não terminaram, mas o jogo tornou-se mais equilibrado, mais posicional e deixamos de oferecer à equipa adversária capacidade para nos criar perigo. 
Para o jogo da próxima 4ª feira, vamos ter que melhorar a nossa capacidade para manter as nossas duas linhas de 4 bem compactas, para desta forma, estarmos mais preparados para contra-atacar. Uma equipa bem posicionada, ou minimamente  bem posicionada está sempre mais perto de vencer e mais perto de atacar melhor. É pela organização defensiva que podemos ganhar e só pela sua melhoria é que poderemos criar mais situações de finalização.








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