UM GOLO DE RONALDO PARA A HISTÓRIA



Sou Professor de Educação Física e conheço algumas modalidades em que são avaliados, e contam para o sucesso dos atletas, os desempenhos artísticos e a execução dos elementos em si; nível de dificuldade (dificuldade de valor, requisitos de composição, e valor de conexão); avaliar requisito técnicos e artísticos; tempo de duração dos exercícios.
Felizmente que para o futebol estas componentes não contam para nada na hora de definir o vencedor.
Portugal fez o jogo que tinha que fazer, ou seja, oferecer a bola ao adversário, roubar o esférico sobre o corredor central e apostar nas transições. Tentou-se, mas nunca se conseguiu, na 1ª parte, sair com qualidade da pressão e martelar a defesa adversária, que se mostrou sempre muito confortável com os contra-ataques Portugueses. Foi um jogo controlado, com mais posse de bola do adversário, 56% contra 46% de Portugal.
Portugal rematou mais, já que com as dificuldades que temos em construir em ataque posicional, o jogo de transições, ataque rápido e contra-ataque está mais de acordo com as nossas características.
Fomos mais inteligentes na estratégia que os Galeses e a % de passes longos diz bem do tipo de jogo adoptado: 14,2% de passes longos contra 13,3% do País de Gales. Colocamos a equipa adversária a jogar um jogo em que não se sente tão à vontade e soubemos ter paciência para decidir o jogo quando a oportunidade certa apareceu.
Nos primeiros 45 minutos faltou  variação do centro do jogo, já que a equipa do País de Gales com a sua estrutura de 1-3-5-2, com 9 jogadores em espaço central, oferecia espaços livres para podermos explorar, no entanto o 1-4-4-2 em losango dos Portugueses sem extremos e com laterais a apoiar na lateralidade tornou difícil desequilibrar. Por seu lado o losango permitiu subidas constantes dos laterais adversários, no entanto a falta de qualidade individual dos dois não originou grandes calafrios. Fernando Santos optou por preencher o espaço central e deu-se bem. Em ataque posicional optamos várias vezes, e bem pelo passe longo, já que desta forma impedimos recuperações do País de Gales na nossa 1ª fase de contrução. Julgo, pela minha análise que foi uma estratégia de FS para retirar ao jogo do adversário aquilo que ele tem de melhor. Muitos contestam este tipo de estratégias, porque acima de tudo devemos preocupar-nos connosco e com o nosso futebol. E existe um fundamento para que assim seja, ora vejamos: não sendo este um princípio de jogo adoptado e previligiado no treino, o jogo de passes longos nunca funcionou neste, como não tinha funcionado nos restantes sempre que a equipa o adoptava. Já escrevi anteriormente e volto a reafirmar, que uma equipa que tem um jogador como Ronaldo, forte no jogo aéreo, devia e podia adoptar alguns principios de jogo direto que nos iriam favorecer em organização ofensiva. Estou a falar deste Ronaldo como avançado a jogar mais sobre o corredor central, se estivessemos a falar de Ronaldo extremo estas questões já não se colocavam.
Fomos ao pormenor de marcar naquilo onde o adversário era mais forte, a bola parada.
Aconteceu o que seria um passo fundamental para a vitória, ou seja, marcar primeiro. Depois é história. Portugal confortável na sua posição baixa e Gales a bombear bolas para a área e a deixar espaços que soubemos aproveitar para marcar mais um golo e criar mais ¾ oportunidades flagrantes.
PS: Já disse aqui que André Gomes não tem qualidade defensiva, não sabe colocar os apoios em função dos apoios do adversário e do pé dominante, por isso a sua entrada foi completamente descabida, no entanto FS olhou mais para a capacidade de cumprir as tarefas do que as de executar. Aquele lance que Bale, sobre a sua direita, dribla André Gomes para a zona central e remata com perigo diz bem das suas deficiências. Moutinho incompreensivelmente cometeu o mesmo erro logo a seguir.
Ganhamos, estamos na final e a melhorar o que nos oferece boas perspectivas de conseguir levar o “caneco” para o nosso Portugal.  
VAMOS BRAVOS LUSITANOS...










Comentários