GUINÉ-BISSAU E A ESTREIA NA CAN 2017




A seleção da Guiné Bissau garantiu pela 1ª vez um lugar na fase final da taça das nações Africanas de futebol, que decorre no Gabão.
Do grupo de jogadores destacamos Abel Camará, avançado do Belenenses, Mamadu Candé, defesa do Tondela e João Mário, avançado do Desportivo de Chaves. O “contingente” Português é o mais significativo desta convocatório, feita pelo selecionador Baciro Candé, já que para além dos jogadores referenciados, mais 12 atletas representam equipas Portuguesas.
A Guiné-Bissau foi a única seleção lusófona de futebol a conseguir apurar-se para a fase final do Campeonato Africano das Nações - CAN 2017.
Mas a falta de dinheiro para fretar um avião que transportasse a seleção nacional de futebol, por momentos assombrou o apuramento histórico.  O país atravessa uma profunda crise política há cerca de dois anos, sem solução à vista. A disputa pelo controlo do poder já levou a Guiné-Bissau a conhecer cinco governos.
Para além deste episódio existiu ainda a ameaça dos jogadores em não participar em algumas sessões de treino, por falta do pagamento do prémio de qualificação para a CAN 2017.
Com tantos constrangimentos de organização, que nos fazem lembrar os casos ocorridos em Portugal, nos anos 80|90,  que tanta tinta fizeram correr, com os resultados desastrosos que conhecemos, não terá sido estranho a não qualificação da equipa para os quartos de final.

O jogo esse é pautado por muitas situações de 1x1 ofensivo, em que os jogadores procuram através de soluções individuais resolver os problemas do colectivo. Não verificamos muita variabilidade do seu jogo, com os extremos abertos e a procurar constantemente a profundidade e as situações de 1x1, onde conseguem ser perigosos, o jogo interior de fraca qualidade com muitas dificuldades do ponta de lança segurar para ganhar tempo e esperar pelo apoio. O duplo pivôt do meio campo sempre muito estático com poucas chegadas na área para criar desequilíbrios e caos na defesa adversária.









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