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MARÍTIMO X SPORTING: DEFENDER BEM PARA ATACAR MELHOR







Chicotada psicológica ou chicotada metodológica? Acreditamos verdadeiramente que foi esta última que retirou o Marítimo da posição em que se encontrava na tabela classificativa e o catapultou para um honroso 6º lugar.
Nos primeiros 5 jogos a equipa insular somou 3 pontos tendo marcado 1 golo e sofrido 7, com PC Gusmão. Com a mudança de treinador e nos últimos 13 jogos, contabilizamos 24 pontos, com 16 golos marcados e 8 sofridos. Então o que terá mudado desde a chegada de Daniel Ramos? A metodologia, com certeza. Esta equipa da Marítimo defende como equipa de topo, ou seja, numa Zona Pressionante, onde os espaços são a grande referencia alvo de marcação. A grande preocupação é fechar como equipa os espaços perto da bola, e com isso colocar o adversário em dificuldades ofensivas. Existe uma constante preocupação para gerir colectivamente os espaços e os tempos de jogo. Todo o posicionamento dos jogadores em campo é balizado pela posição da bola e dos companheiros. Podemos observar com clareza um quase perfeito escalonamento das diferentes linhas e com isso um sistema sucessivo de coberturas.
Com clareza podemos dizer que a equipa de se posiciona melhor em campo defensivamente será sempre uma equipa melhor preparada para atacar com qualidade. Jogamos para atacar e fazer golos, no entanto teremos sempre que sustentar esse ataque numa defesa equilibrada e baseada em princípios básicos de posicionamento, para que no momento em que ganhamos a posse, a equipa esteja preparada para transitar em segurança e com o mínimo risco de voltar a perder a bola.

Verificamos hoje no jogo entre Marítimo e Sporting algumas diferenças que possam explicar o momento menos bom dos Sportinguistas em contra ciclo com aquilo que acontece com a equipa do Marítimo. Ao contrário do que podemos observar na equipa de Daniel Ramos, a equipa Leonina pauta por várias referencias individuais no seu jogo defensivo, nomeadamente no momento em que os laterais do Sporting acompanham os extremos adversários para zonas interiores. Quando isso acontece Jorge Jesus pede aos seus extremos que acompanhem o lateral adversário que entra na profundidade. Será que aqui está a explicação para o menos rendimento de Gelson, que se vê “obrigado” a correr quilómetros para ajudar na organização defensiva e que depois quando em organização ofensiva aparece menos capacitado para decidir? Queremos pensar que sim. A Gelson seriam dadas melhores condições ofensivas se a sua relação com o lateral direito fosse Zonal.











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