ANÁLISE DA EQUIPA DO RB LEIPZIG


O gigante Bayern de Munique tem sido a equipa que tem dominado o futebol Alemão, com seis títulos nos últimos 10 anos. Na 1ª metade da época surgiu uma equipa que parecia que estava em condições que quebrar  a hegemonia, essa equipa foi o RB Leipzig. 




Fomos analisar esta equipa contra o sempre difícil Eintracht Frankfurt, que no final da 1ª volta encontrava-se numa posição de acesso à liga dos campeões. Ambas as equipas apresentaram excelentes resultados durante a fase do Outono, sendo díficil dizer se ver o Eintracht a lutar por um lugar na liga dos campeões foi mais surpreendente do que ver o RB Leipzig estar a apenas 3 pontos da lideança. No entanto o mês de  Dezembro foi muito dificil para o RB com duas derrotas nos últimos três jogos do ano (incluindo a derrota por 3-0 no terreno do Bayern de Munique).
Foi um jogo atipico, quando aos 3 minutos de jogo, o GR do
Eintracht Frankfurt tocou a bola com a mão fora da sua grande área, recebendo ordem de expulsão. Com esta contrariedade o treinador do
Eintracht Frankfurt, retirou do terreno de jogo o atacante Branimir Hrgota, para colocar em jogo o GR Heinz Lindner, de 26 anos, que conseguiu a sua estreia na Bundesliga. Infelizmente para ele no minuto seguinte a equipa do RB marca o seu 1º golo do desafio.





Depois da expulsão a opção do Treinador do Eintracht passou por modificar o seu inicial 1-3-4-3, para um 1-5-3-1. Ao longo da primeira metade do campeonato a equipa manteve uma excelente performance defensiva, chegando ao fim da 1ª volta como a 2ª melhor defesa do campeonato. Mesmo com um homem a menos, a equipa do Eintracht conseguiu criar a melhor portunidade do 1º tempo, muito devido à mobilidade e à capacidade de trabalho de Rebic.


  

Os anfitriões tinham vantagem no marcador e uma vantagem numérica, no entanto pouco fizeram para se adaptarem às novas circuntâncias de jogo e mantiveram o seu plano de jogo inicial. 
Como se pode ver pela imagem acima colocada, quando a equipa do Eintracht tentava começar a fase de contrução desde a sua defesa, o objectivo do RBL era canalizar o jogo adversário para os corredores, aumentando a densidade de jogadores no corredor central.
 
Enquanto que na fase defensiva os problemas pareciam não existir, já na organzação ofensiva, mostravam muitos problemas para construir, criar e finalizar situações no seu ataque. 
Ilsanker foi o homem que conectou a defesa e o meio-campo, enquanto Demme e Keita foram supostamente a faísca criativa para superar os visitantes. No entanto, Keita estava a deslocar-se muitas vezes para zonas interiores, onde dificilmente conseguiu criar espaço para si. Por sua vez as suas acções e combinações desde os corredores laterais criaram mais desiquilibrios na defesa adversária.

 


Na imagem acima vemos como a equipa do Eintracht, e muito bem, ocupou o espaço central, dificultando o jogo entre linhas e as ligações por dentro, impedindo o passe para Keita, que caso recebesse a bola poderia criar problemas devido ao seu excelente jogo de 1x1. No entanto a falta de pressão do seu único avançado permite que Ilsanker tenha tempo e espaço para escolher a melhor solução, que neste caso passou pela variação do centro de jogo.
 
Kovač (treinador do Eintract) não mudou nada para o  segundo tempo e no 60º minuto a sua equipa estava já com muitas dificuldades não conseguindo fechar todos os espaços mais relevantes. No entanto, a maior mudança para o jogo foi feita por Ralph Hasenhüttl. Keita obviamente obteve instruções diferentes no segundo tempo e a sua presença no meio-campo mudou o jogo.








Na fase de criação podemos observar como a equipa do RBL posiciona os seus 4 atacantes, obrigando a defesa adversária a recuar no terreno de jogo e proporcionando muito espaço para a construção de situações de ataque. Keita nesta fase do jogo fica posicionado mais sobre o corredor, dando à equipa a largura e profundidade necessárias para fazer deslizar a defesa adversária.
Ilsanker funcionou como uma atracção para o bloco defensivo do Eintracht, libertando espaço para Keita no flanco oposto ao da bola. A sua posição mais profunda permitiu ao RBL controlar mais o jogo, apoiada na sua inteligencia de jogo sem bola, na procura dos espaços mais eficazes. Movimentos bem sincronizados nas costas da defesa e boas opções de passe por parte de Keita, conseguiram abrir espaços na defesa do Eintracht.


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