ANÁLISE DO REAL MADRID X ATLÉTICO MADRID (1ª MÃO DAS MEIAS FINAIS DA CHAMPIONS)





Nos últimos 10 jogos o Real Madrid só venceu duas vezes. Neste período o Atlético venceu por três ocasiões, tendo-se verificado cinco empates. Zinedine Zidane tinha plena consciência das dificuldades que o Real Madrid ia sentir contra a equipa liderada por Diego Simeone, que tem sido uma das melhores, das últimas edições da Liga dos Campeões.
No Real Madrid, para suprimir a ausência do lesionado Gareth Bale, entrou Isco, um médio de grande capacidade individual do ponto de vista técnico e igualmente do ponto de vista táctico. Sem o Galês em campo, a equipa apresentou-se com uma estrutura com 4 defesas, 4 médios e 2 avançados. Na nossa opinião foi o posicionamento de Isco e a sua grande flexibilidade posicional que acabou por criar muitos desequilíbrios na defensiva do Atlético. Constatamos pela observação realizada que a equipa foi-se ajustando ao posicionamento de Isco, já que ele tanto se encontrava na esquerda, como na direita, bem como sobre o corredor central.
O Atlético de Madrid iniciou o jogo na sua estrutura base em 1-4-4-2 clássico, com Kevin Gameiro e Griezman como os dois jogadores mais avançados, deixando Simeone no banco Fernando Torres. A opção foi clara, ter dois jogadores com uma grande capacidade de demarcação principalmente em ruptura nas costas da defesa adversária.

Em organização ofensiva as diferenças entre as duas equipas foram evidentes. Enquanto no Real Madrid o tipo de construção foi essencialmente curta, optando maioritariamente pelo corredor esquerdo para desenvolver as suas acções (45%), já no Atlético, o tipo de construção é essencialmente directa, com o objectivo de ganhar a 2ª bola e recomeçar a construção de acções ofensivas a partir daí.
A bola essa foi do Real em 63% do tempo de jogo, completando um total de 701 passes contra os 438 do Atlético de Madrid, denunciando uma forma de jogar bem diferente entre as duas equipas.

Relativamente à Organização Defensiva, verificamos a intenção do Atlético de Madrid em iniciar a pressão com o seu bloco muito subido, procurando condicionar a construção curta do Real Madrid. No entanto, a capacidade individual dos jogadores do Real Madrid, e as movimentações de Isco, encontrando sempre espaços livres, dentro e fora do bloco defensivo do Atlético, dificultaram sempre esta intenção de recuperar a bola o mais à frente possível.
No Real Madrid notou-se a preocupação em reagir o mais depressa possível à perda da bola, condicionando as transições ofensivas do Atlético, pressionando, quer o jogador que recupera a bola, bem como as possíveis linhas de passe e jogadores que pudessem receber esse passe. Existiu sempre um reajustamento do bloco defensivo, relativamente ao posicionamento muito flexível de Isco, que, como já foi mencionado anteriormente, percorria em posse os três corredores do campo.











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