ANÁLISE AO VITÓRIA FC DE JOSÉ COUCEIRO






José Couceiro é um treinador multifacetado e que tem em Setúbal encontrado um bom porto seguro, para colocar em prática todos os anos de experiência nas variadas facetas do futebol. As saídas de bola no reatamento das partidas aconteciam com passe longo para G. Paciência e agora para Edinho, com 1 ou 2 jogadores a aparecerem nas costas do Ponta de lança com o objectivo de ganhar a 2ª bola na profundidade. Da mesma forma, nas reposições do Gr, a opção passa inúmeras vezes pelo passe longo para o Ponta de lança com a entrada na profundidade de 2 jogadores e o trio do meio campo aproxima-se para ganhar uma eventual bola que seja ganha pelos centrais adversários.


Como princípio ofensivo a equipa de Couceiro, opta pela construção a 3, com o central do 
lado esquerdo a descair para a esquerda, o central do lado direito em zona central, com o lateral direito sobre o seu corredor, mas numa posição baixa.  Nuno Pinto assegura a largura e a profundidade no corredor esquerdo e João Amaral assegura a largura e profundidade no corredor direito.



Claramente que a equipa de Setubal, sente-se muito mais confortável, navegando em terrenos mais recuados, para após recuperar a posse de bola, utilizar a sua melhor arma que são os contra-ataques e os ataques rápidos. Quando existe a necessidade de circular a bola para desorganizar as defesas adversários, observamos alguma ou muita incapacidade para o fazer com qualidade, passando por um jogo mais longo para o ponta de lança. Manter uma estrutura fixa de 5 homens atrás da linha da bola longa, impede que a equipa seja surpreendida nas transições dos adversários.






ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA
Em organização defensiva a equipa do Vitória F.C. tem como principio de jogo pressionar as saídas curtas dos adversários no seu próprio meio campo, com o objectivo de impedir a construção e recuperar a posse o mais depressa possível. As referências para a marcação são essencialmente zonais, já que, e como se vê na figura seguinte, os jogadores de José Couceiro, têm como referência a posição da bola  e a marcação é feita aos espaços mais perto, onde a bola se encontra. Reparamos que existe uma preocupação pela existência de um sistema permanente de coberturas.


No entanto esse sistemas de coberturas deverá ser aperfeiçoado, nomeadamente na relação que deverá existir entre os dois médios de cobertura. Na imagem seguinte podemos observar que a relação que se estabelece entre os dois médios, permite que exista demasiado espaço livre, entre a linha de meio campo e a linha de 4 defensiva.










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